Biorreatores de bancada Unopex: da fermentação microbiana ao cultivo celular
Biorreatores de bancada ocupam um lugar específico no fluxo de um laboratório de bioprocessos: pequenos o suficiente para caber numa rotina de P&D, mas completos o bastante para gerar dados que se sustentam quando o processo escala. É esse o território da linha Biopex A, da Unopex.
O que caracteriza o Biopex A
Os biorreatores Biopex A são sistemas modulares com vasos de 1 a 10 litros, com controle digital de pH, temperatura, agitação e aeração. Um diferencial técnico é o sistema de cascata de 5 estágios para controle de pO₂ (oxigênio dissolvido) — importante em cultivos onde a demanda de oxigênio muda ao longo das fases de crescimento microbiano ou celular. O sistema também conta com alarmes e conformidade 21 CFR Part 11, relevante para laboratórios que documentam processos sob normas regulatórias.
Há ainda a opção de integração de um módulo de luz, transformando o Biopex A em fotobiorreator — útil para cultivo de microalgas ou estudos que dependem de fotossíntese controlada.
Quando um único vaso não é suficiente
Para comparações paralelas, a Unopex oferece o Biopex A Twin: uma versão dupla que opera dois vasos independentes numa única unidade de controle, cada um com volume variável. Isso permite, por exemplo, testar duas condições de processo lado a lado, com o mesmo operador e o mesmo painel de controle, eliminando a variável “diferença de equipamento” entre os dois experimentos.
Quando a necessidade é paralelizar ainda mais, o Biopex A Poly opera até 6 vasos simultaneamente, com sistema centralizado de bombas e conexões de gás, suporte a múltiplos sensores (pH, pO₂, temperatura, agitação) e controle unificado. É a configuração indicada para otimização de processo, onde comparar 4, 5 ou 6 condições ao mesmo tempo reduz drasticamente o tempo até encontrar o ponto ótimo de cultivo.
Uma base tecnológica, três escalas de uso
O ponto que costuma passar despercebido é que Biopex A, Twin e Poly compartilham a mesma base tecnológica e automação — a diferença está apenas na quantidade de vasos e na escala operacional. Isso significa que um método desenvolvido no Biopex A individual pode ser diretamente paralelizado no Twin ou no Poly sem reformular o processo, apenas replicando os parâmetros já validados.
Para laboratórios de pesquisa e desenvolvimento industrial de pequeno porte, essa é a diferença entre testar uma condição por semana e testar seis ao mesmo tempo — sem trocar de tecnologia entre a bancada e a paralelização.
Este artigo faz parte da série A Jornada da Amostra, um mapeamento completo das tecnologias que sustentam um laboratório de alta performance.